A LGPD deu aos titulares de dados o poder de controlar suas informações pessoais. Mas quem garante que esses direitos sejam realmente respeitados na prática? Essa responsabilidade recai sobre o Encarregado de Proteção de Dados o DPO (Data Protection Officer). Muito mais que um canal de comunicação, o DPO é hoje o gestor da confiança e da conformidade em qualquer organização.
Precisamos falar sobre os principais desafios que os DPOs enfrentam ao atender os direitos dos titulares e como a tecnologia pode e deve ser uma aliada estratégica nesse processo.

Atender o titular é mais que responder: é garantir, comprovar e proteger
O artigo 18 da LGPD estabelece uma série de direitos para os titulares de dados: acesso, correção, anonimização, eliminação, portabilidade, revogação de consentimento, entre outros. Parece simples, mas não é.
O verdadeiro desafio está em garantir ao titular um atendimento legítimo e ao controlador a segurança jurídica de que tudo foi feito corretamente. Ou seja: não basta atender, é preciso comprovar que se atendeu de forma segura, legal e rastreável.
Para isso, o DPO precisa de processos bem definidos, ferramentas que registrem cada etapa e, sobretudo, autonomia e visibilidade sobre onde e como os dados estão armazenados.
Requisições de titulares não são e-mails, são atos formais.
Muitas empresas ainda atendem pedidos de titulares por e-mail ou formulários improvisados. Isso expõe o controlador a riscos enormes, como perda de prazos, exposição indevida de dados e dificuldade de comprovação futura.
É obrigação da organização oferecer um ambiente digital seguro, com:
- Protocolo de solicitação com número, data e hora;
- Registro de cada etapa do atendimento;
- Validação da identidade do titular;
- Controle de prazos e comunicação formal com o requisitante.
Esse processo precisa ser fluido para o titular, mas estruturado e auditável para o controlador. E aqui o papel do DPO é fundamental: ele deve zelar para que esse canal exista, funcione e esteja integrado aos demais processos da organização.
“Onde estão os dados do titular?” A pergunta que o DPO precisa saber responder.
Imagine que um titular peça a eliminação de seus dados. O que você, como DPO, precisa fazer?
- Validar a identidade do requisitante;
- Entender quais dados essa pessoa possui na empresa;
- Localizar os dados em sistemas, planilhas, arquivos físicos, e-mails, backups;
- Garantir que sejam removidos ou anonimizados;
- Responder ao titular com evidência do que foi feito;
- Registrar tudo isso como prova de conformidade.
Sem um bom mapa dos dados (estruturados e não estruturados), esse processo se torna praticamente impossível.
A LGPD, em seu artigo 37, exige que o controlador mantenha registros das operações de tratamento (ROPA). Esse registro é o que permite localizar rapidamente os dados de um titular e executar as ações necessárias.
Desafios reais que o DPO enfrenta no dia a dia
Na teoria, os direitos do titular são claros. Mas, na prática, o DPO lida com:
- Ausência de padronização de processos;
- Falta de integração entre áreas (TI, Jurídico, RH, Comercial…);
- Sistemas descentralizados;
- Dificuldade de comprovar prazos e ações;
- Insegurança jurídica pela ausência de regulamentações específicas (em muitos pontos ainda não definidos pela ANPD).
Sem um ambiente de gestão estruturado, o DPO vira um “apaga-incêndios” e não um verdadeiro gestor de proteção de dados.
PROTEGON: A tecnologia que transforma o desafio em resultado
O sistema PROTEGON nasceu justamente para resolver esses gargalos.
É uma plataforma completa de gestão da LGPD que oferece ao DPO:
- Canal de requisição do titular, com validação de identidade, protocolo e trilha de auditoria;
- Controle total das respostas, com prazos, evidências e histórico;
- Mapeamento de dados estruturados e não estruturados, com atualização contínua;
- Registro de atendimentos e relatórios gerenciais, para auditorias e prestação de contas;
- Ambiente seguro e em conformidade com as exigências da ANPD.
Com o PROTEGON, o DPO não só atende, ele governa, registra e protege.
O titular tem direitos, mas o controlador precisa de segurança
Atender os direitos dos titulares é mais do que um gesto de respeito à privacidade. É uma obrigação legal, com consequências sérias em caso de falha. O DPO é o elo que conecta o desejo do titular à responsabilidade do controlador. Mas para exercer essa função com excelência, ele precisa de processos, autonomia e tecnologia.
Se sua organização ainda trata requisições por e-mail ou sem estrutura, é hora de evoluir. Conheça o PROTEGON e veja como podemos transformar a gestão da privacidade na prática.

Autor: João Gonçalves Advogado em Direito Digital, e Gestor em Saúde com mais de 25 anos de experiência em saúde, compliance e proteção de dados. CEO da HDPO LGPD em Saúde e Diretor da PROTEGON, lidera projetos estratégicos de governança, segurança da informação e adequação à LGPD em hospitais, operadoras de planos de saúde e empresas de tecnologia. Com forte atuação na implementação de programas de privacidade, João também ministra treinamentos e palestras sobre cibersegurança, inteligência artificial e privacidade de dados, sendo referência na área.